Archive for the ‘Educação’ Category
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Marcelo on 07 Jan 2010 under
Geografia,
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Os recentes deslizamentos em Angra dos Reis e as enchentes no sul do país estão sendo tratados pela mídia em geral de maneira errada.
Não estou me referindo ao aspecto emocional, a exploração do sofrimento alheio para aumentar audiência, apesar de achar isso uma errado também.
A questão ambiental é o meu foco aqui.
Não importa o evento, se chover muito ou pouco, se desmoronar, se inundar, se esquentar muito ou fizer muito frio, a culpa é do efeito estufa e do aquecimento do planeta.
Existem muitas outras variáveis que não são consideradas. Desta maneira a população é levada a uma conclusão equivocada da origem dos problemas.
Os deslizamentos em Angra dos Reis foram causados pelo aumento de água nos solos. Eles foram encharcados pelas últimas chuvas e no final do ano houve o escorregamento. Além disso, o solo não é muito profundo pois naquele local da serra do Mar a rocha sã se encontra muito perto da superfície.
A culpa foi da chuva. Ela foi um pouco maior do que a média para o período. A culpa foi do aquecimento do planeta ? Não, a culpa foi do El Niño, que está alterando o regime de chuvas, dentre outros lugares, no Brasil.
No centro de Angra ocorreu outro deslizamento com muitas mortes também. Nessa área, some às questões anteriores a ocupação humana.
Não existe maciça ocupação das vertentes dos morros que fique impune. Altera-se o equilíbrio do solo, tornando-o mais vulnerável.
As enchentes do sul do país são uma catástrofe, nem discuto isso. Todavia, os efeitos poderiam ser menores.
O crescimento populacional, a falta de poder aquisitivo e a ganância leva à construção de residências e estabelecimentos comerciais em locais impróprios.
Não se deve construir nada a menos de 30 metros de um rio, por exemplo. Porque aquela é uma área natural de expansão do rio em tempos de maior quantidade de chuva. Além disso, a ocupação destrói a mata ciliar, gerando outros problemas que se alimentam em um círculo vicioso, como a lixiviação e a dimimuição da profundidade dos rios.
Se todo ano tem enchente naquele lugar, é mais provável que seja um local que não deve ser ocupado do que um problema ambiental ou má gerência do Estado.
O país precisa repensar suas práticas urgentemente. A ocupação do homem, seja na cidade ou no campo, tem de ser reavaliada. Só assim teremos menos mortes e prejuízos materiais.
O primeiro passo para isso acontecer é não colocar a culpa de qualquer tragédia no aquecimento do planeta.
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Marcelo on 18 Dec 2009 under
Geografia,
Sites interessantes |
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Muito bacana esse site.
Mostra um monte de informações. Se são corretas ? Não tenho a menor ideia.
http://www.poodwaddle.com/clocks2pw.htm
É uma piada, mas ilustra bem o processo de globalização. Uma pena não poder usar isso como material didático, tem uma grande probabilidade de dar problema com pais mais puritanos.
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O sujeito se chama Marc Faber, é Analista de Investimentos e empresário.
Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:
“O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de US$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugingangas, irá para Taiwan…
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte…”
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Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:
“Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior.
Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev… portanto, restaram apenas as putas; se elas repassarem a verba para seus filhos, o dinheiro irá todo para Brasília”..!!
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Marcelo on 27 Oct 2009 under
Educação |
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Pra quem trabalha no meio acadêmico não é novidade.
Faz muito tempo que a Cândido sinalizava que alguma coisa estava errada.
A singularidade é o fato dela ter decretado falência.
Várias outras faculdades da cidade do Rio e da Baixada Fluminense estão com sérios problemas. Basicamente estão insolventes, mas não fecham suas portas.
A grande diferença é que nessa faculdades não há greve. Os professores e demais funcionários se submetem aos constantes atrasos de salários.
Ensino superior particular no Rio de Janeiro está falido, infelizmente.
A grande questão agora é: e os alunos ? o que farão ?
boa sorte pessoal, vocês precisarão.
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Marcelo on 22 Oct 2009 under
Educação |
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O governador Sérgio Cabral prometeu, quando em campanha, incorporar a gratificação aos salários dos professores.
AQUI você pode ver as promessas dele para a educação.
A primeira proposta do governo era reduzir o interstício de 12% para 7,5% e incorporar a gratificação em alguns anos, como podemos ver na tabela abaixo.

Como a proposta não foi adiante ocorreram algumas mudanças.
O que mudou ?
O interstício voltou para 12%.
Os valores da tabela acima foram reajustados para baixo, devido ao interstício continuar em 12%, ficando dessa forma:

É sempre bom lembrar que não haverá nenhum aumento enquanto a incorporação do nova escola ao salário não for completada. Ou seja, algum aumento só lá para 2016, ano das olimpíadas.
Além disso, é interessante notar que ele prometeu a incorporação. Contudo, pela proposta dele, quem vai pagar a maior parte é o próximo governo. Prometer alguma coisa e repassar para o próximo ? Também quero !
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Marcelo on 20 Oct 2009 under
Educação,
Meus 2 cents |
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Semana passada comemoramos (?) o dia do professor – 15 de outubro.
O presidente joão Goulart, em 1963, decidiu que esse dia deveria homenagear os professores e seria feriado educacional nacional. As escolas não funcionariam.
Esse ano, pela primeira vez, as escolas estaduais fluminenses funcionaram no dia do professor, foi uma ordem do governador Sérgio Cabral.
Em primeiro lugar: não sei se ele poderia fazer isso, o feriado é nacional, como um governador pode mudar uma ‘ordem’ de um presidente ?
Em segundo lugar: essa mania de se mudar feriado é um absurdo ! Não interessa o dia da semana em que cai o feriado. Nesse dia não se trabalha. Se cair na sexta-feira, ótimo, teremos um final de semana prolongado. Se cair na quinta-feira, ótimo, trabalharemos na sexta-feira normalmente.
É um desrespeito e um absurdo modificar feriado. É feriado para que haja uma comemoração ou reflexão sobre o dia.
Daqui a pouco mudaremos o 7 de setembro, o 25 de dezembro, o 2 de novembro. Assim, teremos sempre um fim de semana prolongado. Absurdo ? É a mesma ideia.
Aparentemente, apenas os feriados ’sem importância’, podem ser mudados. Ninguém liga para o significado do dia, o que ele representa. Mas se o feriado é tão comum ou sem importância, por que ele é feriado ? Se ninguém liga pro dia do professor, muda o feriado para uma melhor conveniência, não seria melhor extingui-lo de uma vez ? Tanta gente reclama que temos feriados demais. Ok, podemos tirar alguns do calendário.
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Marcelo on 19 Oct 2009 under
Geografia |
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Gentileza divulgar evento a se realizar amanhã!
Mesa Redonda “A Urbanização de São Paulo” com o GESP/LABUR/USP.
Terça-feira dia 21 de outubro de 2009, a partir das 18h, na sala 4092, será realizada a Mesa Redonda “A Urbanização de São Paulo”, que apresentará o trabalho dos pesquisadores do Grupo de Estudos sobre São Paulo (GESP) do Laboratório de Geografia Urbana (LABUR) do Departamento de Geografia da FFLCH/USP, coordenado pela Profa. Dra. Ana Fani Alessandri Carlos, que tem como projeto de pesquisa A (re)produção do espaço urbano como condição contraditória para a reprodução do capital.
Temas e convidados para a mesa redonda:
O mercado imobiliário em São Paulo.
Danilo Volochko, doutorando em Geografia pela USP.
O movimento da economia financeira na dinâmica imobiliária de São Paulo.
Sávio Augusto de Freitas Miele, doutorando em Geografia pela USP.
Implicações socioespaciais da desindustrialização e da reestruturação do espaço em um fragmento da metrópole de São Paulo.
Rafael Faleiros de Pádua, doutorando em Geografia pela USP.
A integração precária e resistência indígena na metrópole.
Camila Salles de Faria, mestre em Geografia Humana pela USP.
A produção do lugar na periferia da metrópole paulistana.
Fabiana Valdoski Ribeiro, doutoranda Geografia pela USP.
O evento é organizado pela Profa. Dra. Paola Verri de Santana, Bolsista do PRODOC/CAPES-PPGEO/UERJ, também pesquisadora colaboradora do GESP/LABUR/USP, conta com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – PGEO/UERJ.
Com certificado de participação.
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Marcelo on 07 Oct 2009 under
Educação,
Meus 2 cents |
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Quantidade não é qualidade é uma frase muito utilizada pelos mais velhos, normalmente quando se fala em sexo. E acredite, eles têm razão.
Mas o contexto aqui é outro. O assunto é educação.
Há algumas décadas, quando estava na escola como aluno e não como professor, o ano letivo era mais ou menos assim:
início do primeiro semestre: final de fevereiro/início de março, sempre depois do carnaval.
término do primeiro semestre: não lembro ao certo, mas o importante é saber que tínhamos 25 a 30 dias de férias no meio do ano.
término do segundo semestre: se tudo corresse bem, ou seja, sem recuperação, 20 novembro entrava de férias.
Tínhamos 1 mês de férias no meio do ano e 2 a 3 meses de férias no fim do ano.
Atualmente temos 10 dias de férias no meio do ano e 1,5 mês de férias no fim do ano.
Os mais apressados diriam: ótimo, a qualidade do ensino está melhor. Ledo engano.
No meu tempo, eu sentia saudade da escola nos últimos dias férias. Nunca fui cdf ou coisa do tipo, mas a escola era um local agradável. É lógico que depois de 2 meses de aula já ansiava desesperadamente por férias …
Atualmente, os alunos não têm mais esse sentimento. Acredito que em grande parte seja por uma overdose de escola / cursinho. Eles estudam mais dias e mais horas por dia. Eles têm 6 tempos por dia, eu tinha 5.
Mas o paradoxo é que mesmo com o aumento da carga horária, os alunos não apresentam mais conhecimento e informação.
Pais desinteressados pela vida acadêmica de seus filhos, professores mal qualificados, tempo excessivo de estudo e instalações precárias são alguns fatores que contribuem para a nossa atual situação.
Todo mundo gostou do aumento da carga horária, diziam que formaria melhor os alunos. Besteira ! Esse aumento de dias letivos tem muito mais relação com a inserção da mulher no mercado trabalho do que uma legítima preocupação educacional. Escola, hoje, é em grande parte, depósito de crianças. Se os filhos estão na escola, não estão sozinhos em casa fazendo besteira. O Brasil pode se orgulhar de ter as babás mais qualificas do mundo: as professoras.
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Marcelo on 16 Sep 2009 under
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Geografia,
Notícias |
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O conceito de Pegada Ecológica diz respeito ao quanto consumimos de recursos naturais.
Os estadunidenses têm a maior pegada ecológica. Eles consomem 25% dos recursos naturais do planeta. Não é por acaso que qualquer iniciativa que vise o ambiente tenha de ter a participação deles.
Esse fim de semana, 19 e 20 de setembro, no Jardim Botânico poderemos calcular nossas pegadas ecológicas.
Vale a pena a visita.
Mais informações aqui.
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Marcelo on 09 Sep 2009 under
Educação |
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Quando em campanha, o nosso atual governador enviou esta carta para os professores do Estado.
Passados três anos de governo, estamos na mesma situação. Ele ainda considera justo incorporar a gratificação Nova Escola em 6 anos !!
Clique na imagem para vê-la maior.
