Super sincero: quem gosta dele?

O tema é recorrente na televisão / literatura: as aventuras e problemas de pessoas sinceras.

Vi um episódio de House em que aparece um camarada com esse ‘problema’. Alguma coisa no cérebro não estava funcionando direito e o camarada não conseguia mentir. É claro que deu o maior problema com a esposa e filha, etc.

Eu não tenho o hábito de mentir, mas seu eu me tornasse um super sincero, não restaria uma pessoa ao meu lado :)

Desde pequenos somos ensinados que mentir é feio, mas o problema é que algumas mentiras são não somente aceitáveis como, praticamente, obrigatórias.

Criança de 5 anos ganhou roupa ao invés de brinquedo, mesmo assim ela. às vezes, agradece e diz que gostou muito. Mentira! criança gosta é de brinquedo (ok, as meninas talvez não, mas os meninos com certeza !)

Como fazer com que a criança entenda que algumas mentiras não são ruins ?

A coisa parece boba, mas não é. Ainda não achei um bom livro que verse sobre o assunto, mas deve ter algum psiquiatra que já escreveu alguma coisa sobre isso.

Da minha parte, quando o assunto é mentira, utilizo o aviso do Ministério da saúde: use com moderação.

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Pirataria digital

O brasileiro nunca mostrou muito respeito ou entendimento quando o assunto é direito autoral, mas nos últimos 15 anos a situação se agravou, e muito.

Copiar livro nas faculdades é pratica comum. Na UERJ, por exemplo, temos 2 fotocopiadoras por andar, na média. Os motivos são basicamente:

1. os livros são caros;

2. os professores disponibilizam capítulos de livros para cópias;

3. muitos livros não são reimpressos, favorecendo o mercado das cópias;

4. ninguém considera errado copiar livros ou mesmo quando o consideram as existem várias justificativas para tal ato.

A informática no Brasil já nasceu no ilícito. A importação ilegal (contrabando) de peças ou computadores inteiros eram a única possibilidade de termos acesso à tecnologia mais avançada. Os programas são caros (Windows 7 custa R$ 400,00 na sua versão mais barata e o Adobe Photoshop custa quase R$ 2.000,00).

Em tempos de Internet, copia-se de tudo. A primeira onda foi de música, com o caso mais famoso do Napster. Atualmente temos arquivos maiores / mais pesados, como filmes e séries de tv, nacionais e estrangeiros.

Como não existe nada 100% errado no mundo ou nada que não tenho um aspecto positivo, a boa notícia é que a informação é disseminada mais rapidamente e entre um número maior de pessoas.

Será que a tv paga no Brasil sobreviverá à Internet? Grande parte dos programas ou pelo menos os mais vistos estão disponíveis para download. Será que isso afeta o mercado de tv paga? Poder assistir um episódio sem intervalos, na hora desejada e com uma boa imagem serão motivos para a diminuição do mercado? Não sou futurólogo, mas não vejo muito potencial nessas empresas. E quando a Internet brasileira for, na sua maioria, de conexões de alta velocidade, a situação será mais complicada ainda.

Quem viver, verá.

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Telemarketing: a arte de ser uma toupeira

Reclamar de telemarketing não é nenhuma novidade, todo mundo tem um “causo” pra contar. Aliás, eu nem vou reclamar não, só me espanta a completa e total insistência, surdez e falta de raciocínio desse povo trabalhador. Há alguns dias recebi uma ligação da Oi oferecendo um plano Oi Conta Total.

A primeira pergunta foi: “o senhor gostaria de pagar menos ?”

É claro que respondi sim.

Em seguida informei o quanto gastava com telefone e internet.

Ela falou durante uns 3 minutos sobre as características do plano. Eu ouvi pacientemente. No final disse o valor. Era mais alto do que eu gastava!!!

Disse que não me interessava, mas ela repetiu tudo.

Aí não aguentei.

Indaguei, no limite da educação, se ela lembrava o quanto eu disse que pagava. Ela disse o valor. Eu perguntei quanto custaria o novo plano. Ela disse. Finalizei perguntando por que ela gastou tanto tempo comigo se a primeira pergunta dela foi se eu queria gastar menos e na verdade ela estava me oferecendo um plano mais caro.

Eu sei que eles têm metas a serem cumpridas, mas precisam irritar os clientes?

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Globalização é isso – um texto bem humorado

É uma piada, mas ilustra bem o processo de globalização. Uma pena não poder usar isso como material didático, tem uma grande probabilidade de dar problema com pais mais puritanos.

O sujeito se chama Marc Faber, é Analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:

“O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de US$ 600,00.

Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugingangas, irá para Taiwan…

E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.

O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte…”

Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:

“Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior.

Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev… portanto, restaram apenas as putas; se elas repassarem a verba para seus filhos, o dinheiro irá todo para Brasília”

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Para quem gosta de estatísticas e curiosidades

Estatísticas, muitas estatísticas de vários assuntos. Se são corretas? Não tenho a menor ideia.

http://www.poodwaddle.com/clocks2pw.htm

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Diálogo – Leonardo Boff e o Dalai Lama

“No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- “Santidade, qual é a melhor religião?” (Your holiness, what`s the best religion?)

Esperava que ele dissesse:

Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e o Dalai Lama.

Leonardo Boff explica:

“É o budismo tibetano” ou “São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos – o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta – e afirmou:

“A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito”. É aquela que te faz melhor.”

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

- “O que me faz melhor?”

Respondeu ele:

-”Aquilo que te faz mais compassivo” (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável… Mais ético… A religião que conseguir fazer isso de ti, é a melhor religião…”

Calei-me, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável…

Não me interessa amigo, a tua religião ou mesmo se tem ou não tem religião. O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo..

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Pra não dizer que não falei das flores – Geraldo Vandré

Pra não dizer que não falei das flores (caminhando e cantando)

caminhando e cantando e seguindo a canção
somos todos iguais braços dados ou não
nas escolas nas ruas campos construções
caminhando e cantando e seguindo a canção

vem vamos embora que esperar nao é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer
vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer

pelos campos a fome em grandes plantacoes
pelas ruas marchando indecisos cordões
ainda fazem da flor seu mais forte refrão
e acreditam nas flores vencendo o canhão

vem vamos embora que esperar nao é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer
vem vamos embora que esperar nao é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer

há soldados armados amados ou não
quase todos perdidos de armas na mão
nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
de morrer pela pátria e viver sem razão

vem vamos embora que esperar nao é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer
vem vamos embora que esperar nao é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer

nas escolas nas ruas campos construções
somos todos soldados armados ou não
caminhando e cantando e seguindo a canção
somos todos iguais braços dados ou não

os amores na mente as flores no chão
a certeza na frente a história na mão
caminhando e cantando e seguindo a canção
aprendendo e ensinando uma nova licao

vem vamos embora que esperar nao é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer
vem vamos embora que esperar nao é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer
vem vamos embora que esperar nao é saber
quem sabe faz a hora não espera acontecer

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Porcentagem de imposto nos produtos

É lugar comum reclamar da quantidade de impostos que pagamos.

Eu acredito que a reclamação correta não é essa. Nós reclamamos, ou deveríamso reclamar, porque não temos o retorno dos nossos impostos. Pagamos vários impostos e quando necessitamos dos serviços não os temos. Pagamos pela previdência, mas quem quiser ter uma vida financeira razoável na aposentadoria tem de ter uma previdência privada. Quem não tem um plano de saúde privado sofre nas filas dos hospitais públicos. As ruas são esburacadas. As estradas boas têm pedágio.

Ao contrário do que a mídia divulga, o Brasil não tem os maiores impostos do mundo, mas muito provavelmente, tem um dos piores retornos desses impostos. Em vários países europeus os impostos são mais altos, mas em compensação, eles não pagam por boas escolas / hospitais, por exemplo.

Enfim, existe um site bacana que mostra a porcentagem de imposto em diversos produtos: http://www.aclame.com.br/

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Sabedoria do caboclo (homem x dinheiro)

A incansável busca por dinheiro nunca me pareceu tão insensata como nesse texto. Não estou fazendo apologia da pobreza, isso é uma besteira, mas ter dinheiro por ter, não é nada inteligente ou saudável.

Era uma vez um homem muito rico que resolveu viajar e então pegou seu iate e saiu pelo mundo.

Certo dia chegou a uma ilha maravilhosa, cheia de riachos, de água cristalina e cachoeiras. Tinha também muitos tipos de árvores frutíferas e muito peixe. O homem rico começou a andar pela ilha e encontrou um caboclo deitado numa rede, olhando para aquele mar muito azul. Chegou bem perto do caboclo e puxou conversa:

- Muito bonito tudo por aqui…

- É…disse o caboclo, sem tirar os olhos daquele mar.

- Tem muito peixe nesse mar?

- E só jogar a rede e pega quantos quiser.

- Por que você não pesca bastante?

- Pra quê?

- Ora, você pega um montão de peixes e vende.

- Pra quê?

- Com o dinheiro destes peixes, você compra uma canoa maior, vai mais no fundo e pega mais peixe ainda.

- Pra quê?

- Com o dinheiro você compra mais um barco, pega mais peixe e ganha mais dinheiro.

- Pra quê?

- Você vai juntando, cada vez mais dinheiro, compra cada vez mais barcos, até chegar uma dia em que você terá uma indústria de pesca.

- Pra quê?

- Ora, meu homem, você então será um homem poderoso, um homem rico, terá tudo que quiser, tudo o que sonhar, poderá comprar um iate como o meu, poderá comprar uma ilha como esta e então ficar o resto da vida descansando, sem preocupações…

- E o que e que eu estou fazendo agora?

Conte para seus amigos

Share to Google Plus

Mistérios gozosos – Artur da Távola

Uma coisa especial ocorre com a mulher depois que ama. Reparem não estou me referindo a ela enquanto está no ato de amor. Disto se pode falar também, e a literatura a partir do romantismo e, depois, o cinema, já tentaram de várias formas simular na relação amorosa como a mulher suspira, se contorce, desliza as mãos e entreabre a boca do corpo e da alma.

Mas quando digo “depois que ama”, refiro-me no estado de graça que a envolve após o gozo ou gozos, e que perdura horas e horas e às vezes dias. Fica macia que nem gata aos pés do dono. Mas que gata, uma pantera doce e íntima. Sua alma fica lisinha, sem qualquer ruga. A vida não transcorre mais a contrapelo. Desliza. Ela tem vontade de conversar com as flores, com os pássaros, com o vento.

Sobretudo descobre outro ritmo em sua carne. É tempo de adágio, calma e fruição. Neste período, aliás, o tempo pára. Em estado de graça ela se desinteressa do calendário. O cotidiano já não a oprime. As tarefas de casa, pesadas em outras ocasiões, tornam-se simples.

Era capaz de pressentir a 115 metros que elas estavam levitando de tanto amor que seus amados nela desataram. Há uma coisa grave na mulher que foi ao clímax de si mesma. Que não esteja distraído o parceiro ou a parceira. Ela tem mesmo um perfume diverso das demais. É um cio diferente. É quando a mulher descerra em si o que tem de visceralmente fêmea, fêmea tranqüila que mais que possuída, possui algo que atingiu raramente. As outras mulheres percebem isto e a invejam. Os machos farejam e se perturbam.

É como se estivesse num patamar seguro a se contemplar. É quase parecido a quando a mulher vive a maternidade. Mas aqui é diferente, porque na maternidade existe algo concreto se movimentando dentro dela. Contudo, nessa atmosfera que se segue a uma epifânica sessão de amor é diverso, porque ela está acariciando uma imponderável felicidade.

Estou falando de uma coisa que os homens não experimentam assim. O gozo masculino é mais pontual e parece exaurir pouco depois do próprio ato. Só os escolhidos, de alma feminina, vez por outra, o sentem prolongar-se dentro de si. Mas, em geral, é diferente. Terminado o ato, uns até rolam para o lado e lendo, as tragédias dos jornais já não lhe dizem tanto respeito. O trabalho no escritório torna-se leve, pode ser feito quase cantando.

Algumas desenvolvem uma súbita necessidade de tecer, outras aninhar. Querem bordar, costurar, arrumar as coisas da casa, entram em clima de nidificação. ë a hora de uma ociosidade amorosa. Outras querem presentear o amado e o mundo com pratos sutilíssimos e saborosos.

O fato é que a mulher nessa atmosfera sai do trivial, se angeliza e, glorificada, pervaga pela casa.

O homem, animal, desatento, às vezes nem se dá conta. Em geral, nunca se dá conta. Ou dá-se conta nos primeiros minutos após o ato de amor, e depois se deixa levar pela trivialidade, deixando-a solitária em sua felicidade clandestina.

Na verdade, ela sobrepaira no tempo, está adejando em torno do amado, que deveria suspender tudo, para sentir desenhar-se em torno de si esse balé de ternuras. Deveria o homem avisar no escritório: hoje não posso ir, estou assistindo a reverberação do amor naquela que amo. E como isto se assemelha a floração rara de certas plantas, os amados deveriam interromper tudo: seus negócios e almoços e ficarem ali, prostrados, diante da que celebra nela o que ele ajudou a deslanchar.

É constatável, no entanto, que o homem apaixonado também transmite força, alegria, energia. Ele oscila entre Alexandre o Grande e o artista que chegou ao sucesso. Também brilha. Mas, é diferente. Mas não é disto que estou falando, senão do gozo feminino que não se esgota no gozo e se derrama em gestos e atenções por horas e dias a fio.

Freud andou várias vezes errando sobre as mulheres e, por exemplo, colocou equivocadamente aquela questão de que a mulher tem inveja do homem por este ser um animal fálico etc.

Convenhamos: inveja têm (e deveriam ter) os homens quando prestam atenção no fenômeno que ocorre com as mulheres que ao serem amadas atingem o luminoso êxtase de si mesmas, como se tivessem rompido uma escala de medição trivial para lá da barreira dos gemidos e amorosos alaridos.

É isto: quando a mulher foi amada e bem amada ela ingressa nessa atmosfera sagrada, cuja descrição se aproxima daquilo que as santas estáticas descreveram. Uma aura de mistério as envolve. E isto, por não ser muito trivial, por não ser nada profano, talvez se assemelhe aos mistérios gozosos de que muitos místicos falaram.

Conte para seus amigos

Share to Google Plus