Divagando sobre sexo e amor
O debate sobre sexo e amor é longo e bem interessante.
O paradigma diz que homens podem fazer sexo sem amor. Já para as mulheres é um pouco mais complicado, elas só transam com quem gostam, tem um envolvimento.
Ora, besteira. Quem nunca teve tesão ? Isso não é exclusividade dos homens.
As pesquisas indicam que os homens têm mais liberdade nessa área. Eles desvinculam melhor. Eu até concordo, mas não podemos esquecer que o homem foi ‘treinado’ pra isso. Levar o filho adolescente em uma termas era uma tradição alguns anos atrás. Hoje, não sei. Acho que nem é necessário, pois as meninas ‘de família’ estão iniciando suas vidas sexuais mais cedo.
Mas existe um grande perigo em se cair na banalização do sexo: as pessoas tendem a crer que isso não as afeta.
Sexo muda tudo ? Talvez na primeira vez, depois não mais. Mas muda algumas sim.
Até hoje a ideia de sexo e amor ainda tem uma íntima ligação. As pessoas falam em fazer amor como sinônimo de transar.
Mas isso tem mudado. Atualmente ouve-se muito mais: trepar e dar umazinha, etc. Existem outros termos, mas não é preciso colocá-los aqui, vocês já entenderam a ideia.
Ocorre que uma mudança desse porte não é rápida ou indolor.
Existe um ditado que diz: ‘quando a mente peca, o corpo paga’. A recíproca também é verdadeira: ‘quando o corpo peca, a mente paga’.
p.s
Relendo as duas últimas frases percebi que poderia incorrer em alguma referência religiosa. Não tive essa intenção. A ideia é dizer que quando fazemos alguma coisa de maneira imprudente, muitas vezes, as consequências não são boas.
